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Relevo 
O país pode ser geograficamente
dividido em quatro principais regiões: a planície costeira, a depressão do Jordão, a
região das montanhas e colinas e o deserto do Negev.A estreita planície costeira localiza-se entre o
Mediterrâneo e a cadeia de montanhas da Galiléia. As planícies mais importantes são as
de Sharon, de Hefer e da Judéia. É esta a área mais populosa do país.
A depressão do Jordão é
constituída por um desnível da fossa tectônica e uma inclinação considerável das
vertentes ao seu redor. O rio Jordão percorre a região, alargando-se no lago
Tiberíades, também conhecido como Mar da Galiléia, que se encontra a 212m abaixo da
superfície do mar. O Jordão desemboca no Mar Morto, a região mais baixa do mundo, com
396m abaixo do nível do mar. O Mar é assim chamado pela escassez de formas de vida
animal e vegetal em função de sua alta salinidade (20% a 30%).
A Galiléia e a Judéia formam a
região das montanhas e colinas. A cadeia de montanhas que se prolonga do Líbano ao Sinai
compreende a Galiléia e o ponto mais alto do país, o Monte Meron, com 1.208m de
altitude. Os vales mais importantes da Galiléia são o Hule, o Esdrelon e o Zevulun.
Jerusalém está situada na região
de colinas da Judéia, cujas altitudes variam entre 100 e 400m. Ao norte estão situadas
as colinas da Samaria e o Monte Carmelo.
O deserto de Negev apresenta algumas
montanhas e ocupa cerca de 60% do território israelense.
Os rios em Israel são em grande
parte temporários, dependendo completamente de chuvas fortes.
Clima

O clima no país é mediterrâneo ao norte e árido ao sul. O verão é bastante seco
e em certas regiões sequer chove.
O norte de Israel sofre grande
influência de depressões ciclônicas do Mediterrâneo, o que provoca chuvas na região.
As temperaturas em todo o país são
agradáveis e apresentam pouca variação. As áreas próximas ao Mar Morto, no entanto,
possuem algumas das mais altas médias do mundo.
População

População: 6.199.008 (Jul. 2004 est.)
Faixas etárias:
< 15 anos: 28% (mulheres
783.905; homens 822.192)
15 a 64 anos: 62% (mulheres 1.783.755; homens 1.792.062)
> 65 anos: 10% (mulheres 323.408; homens 244.438) (1999)
Taxa de crescimento populacional: 1,81% (1999)
Taxa de natalidade: 19,83 nascimentos/1.000 pessoas (1999)
Taxa de mortalidade: 6,16 mortes/1.000 pessoas (1999)
Taxa de migração: 4,42 imigrante(s)/1.000 pessoas (1999)
Taxa de mortalidade infantil: 7,78 mortes/1.000 nascimentos (1999)
Expectativa de vida ao nascer:
total população: 78,61 anos
homens: 76,71 anos
mulheres: 80,61 anos (1999)
Taxa de fertilidade: 2,68 nascimentos/mulher (1999)
Divisão étnica: judeus 80,1%, não judeus 19,9%
Religiões: judaísmo 80,1%, islamismo 14,6%, cristianismo 2,1%
Línguas: hebraico (oficial)
Taxa de alfabetização: a partir dos 15 anos sabem ler e escrever
total população: 95%
homens: 97%
mulheres: 93% (1992)
Força de trabalho: 2,3 milhões (1997)
por ocupação: serviços públicos 29,3%, manufatura 20,2%, finanças
13,1%, comércio 12,8%, construção 7,5%, outros serviços 6,4%, transportes e
comunicação 6,2%, agricultura e pesca 2,6% (1996)
Índice de desenvolvimento humano: 0,88 (1998)
Economia 
Produto Nacional Bruto: PNB - paridade de poder de compra - $120,9
bilhões (2003 est.)
Produto Nacional Bruto taxa de crescimento real:
1,3% (2003)
Produto Nacional Bruto por pessoa: $19.800 (2003)
Taxa de inflação (preços ao consumidor): 0,7% (2003)
Taxa de desemprego: 10,7% (2003)
Orçamento:
receita: $55 bilhões
despesas: $58 bilhões (1998)
Exportações: $22,1 bilhões (f.o.b. 1998)
Importações: $26,1 bilhões (f.o.b. 1998)
Dívida externa: $18,7 bilhões (1997)
Produção industrial: taxa de crescimento 5,4% (1996)
Eletricidade:
capacidade: 4.140.000 kW
produção: 28,035 bilhões kWh
consumo: 27,725 bilhões kWh (1996)
Indústrias: gêneros alimentícios, diamantes, têxteis, química, produtos de metal,
equipamento militar, elétrico e de transporte, potássio, eletrônicos de alta tecnologia
e turismo
Agricultura: frutas cítricas, vegetais, algodão, gado bovino, aves e laticínios
Moeda:
1 shekel novo (NIS) = 100 agorot novos
Taxa de câmbio: shekel novo (NIS) por US$1 4,2269 (Novembro 1998). 3,4494 (1997).
3,1917 (1996). 3,0113 (1995). 3,0111 (1994)
Ano fiscal: ano calendário
História 
O movimento em favor da criação de um estado judaico, o sinismo, começa na Europa
no final do século XIX. O holocausto durante a II Guerra Mundial aumenta o apoio dos
países vencedores ao movimento.
Em 14 de maio de 1948, é finalmente criado o Estado de Israel, anteriormente um
mandato britânico. No dia seguinte, os árabes atacam o país recusando-se a reconhecer a
nova nação. Durante anos, árabes e judeus confrontam-se em diversas guerras procurando
estabelecer fronteiras permanentes e que agradassem a ambos. Porém até hoje ainda há
disputa de território entre os dois.
Após a Guerra
Suez-Sinai em 1956, Israel apresenta grande crescimento econômico.
Em 1967, o país
ocupa a península do Sinai, a Faixa de Gaza, as colinas de Golã e a Cisjordânia. Israel
somente deixa alguns dos territórios invadidos após tratados de paz feitos na década de
70. No entanto, Jerusalém permanece sob o controle israelense. As Colinas de Golã são
anexadas em 1981. Em 1982, tropas israelenses invadem partes do Líbano, retirando-se em
1985.
O Partido
Trabalhista, criado em 1968 e liderado por Golda Meir e Yitzhak Rabin, domina a política
israelense até 1977, quando o partido Likud chega ao poder. Em 1984, o Partido
Trabalhista volta à ativa com a eleição de Shimon Peres como primeiro ministro. Em
1991, Israel procura não se envolver na Guerra do Golfo, mesmo tendo sido atacado por
mísseis iraquianos.
Em 1992, Rabin
torna-se o líder do Partido Trabalhista e é eleito primeiro ministro. Em 1993 e 1994,
Rabin assina acordos históricos com a Organização para Libertação da Palestina,
recebendo o Prêmio Nobel da Paz em 1994 ao lado de Yasir Arafat, líder da OLP, e Shimon
Peres, ministro do Exterior em Israel.
Yitzhak Rabin é
assassinado em 4 de novembro de 1995 por um extremista judeu e o cargo de primeiro
ministro é então ocupado por Shimon Peres, Shimon Peres procura manter o processo de paz
iniciado por Rabin, desocupando partes da Cisjordânia.
Em 29 de maio de
1996 são convocadas novas eleições parlamentares e Shimon Peres, concorrendo pelo
Partido Trabalhista, é derrotado por Benjamin Netaniahu, do partido de direita, Likud. O
processo de paz é interrompido. Em janeiro de 1997 Israel e a Autoridade Nacional
Palestina (ANP) fecham mais um acordo e em 1998, o acordo de Wye Plantation, com a
intermediação de Bill Clinton, presidente dos EUA na época Israel devolveria
territórios na Cisjordânia e libertaria prisioneiros, em troca os palestinos devem parar
com os atentados contra os judeus. Netanyahu quebra o acordo.
As eleições em
Israel são antecipadas para 1999. Ehud Barak, do Partido Trabalhista vence, prometendo
cumprir o acordo de Wye Plantation.
Mais uma vez os dois
governos tentam um acordo em julho de 2000. Dessa vez Barak vai mais longe nas suas
propostas que jamais um líder de Israel foi, mesmo assim a OLP rejeita o acordo por ele
não incluir a devolução de Jerusalém oriental para os palestinos e manter colonos
judeus em uma pequena parte da Cisjordânia. Além dos palestinos, também os extremistas
judeus não apoiariam esse acordo. E o conflito continua como antes, sem uma solução,
já que nenhuma das partes quer abrir mão nas questões da Cisjordânia, Jerusalém
oriental e Faixa de Gaza, regiões onde os conflitos são maiores.
Com novas eleições
em 2000, Israel elege Ariel Sharon, representante de uma coligação de direita. Com sua
ascensão as relações entre Israel e os Palestinos agravam-se levando a reocupação de
parte das áreas palestinas.
Governo

Nomes:
oficial: Estado de Israel
nome: Israel
oficial local: Medinat Yisra'el
nome local: Yisra'el
Símbolo: IS
Tipo:
democracia parlamentar
Capital: Jerusalém (a maioria dos países mantém as embaixadas em Tel'Aviv,
capital até 1950)
Divisões administrativas: 6 distritos
Constituição: sem constituição formal, a legislação é baseada na Declaração de
Fundação do Estad de Israel (1948), as leis básicas do parlamento (Knesset), e a lei da
cidadania
Sistema legal: mistura entre o código inglês e costumes religiosos
Sistema de voto: 18 anos de idade; universal
Executivo:
chefe de estado: presidente Moshe
KATSAV (desde 31 de Julho de 2000)
chefe de governo: primeiro ministro
Ariel SHARON (desde 2 de Março de 2001)
gabinete: gabinete escolhido e aprovado pelo parlamento
Legislativo: parlamento unicameral
Judiciário: Corte Suprema
Transporte

Ferrovias:
total: 610 km
Estradas:
total: 15.464 km
pavimentadas: 15.464 km
não pavimentadas: 0 km (1997)
Dutos:
óleo cru 708 km, derivados de petróleo 290 km, gás natural 89 km
Portos:
Ashdod, Ashqelon, Elat, Hadera, Haifa, Tel Aviv-Yafo
Marinha mercante:
total: 23 navios
Aeroportos:
pistas pavimentadas acima de 3.047 m: 2
pistas pavimentadas 2.438 a 3.047
m: 5
pistas pavimentadas 1.524 a 2.437
m: 7
pistas pavimentadas 914 a 1.523 m: 10
pistas pavimentadas em menos de 914
m: 7
pistas não pavimentadas 2.438 a 3.047 m: 1
pistas não pavimentadas 1.524 a
2.438 m: 1
pistas não pavimentadas 914 a
1.523 m: 3
pistas não pavimentadas < 914
m: 18 (1998)
Comunicações

Sistema telefônico: 2,6 milhões de telefones (1996)
Rádio:
estações: AM 9. FM 45.
Ondas curtas 0.
aparelhos: 2,25 milhões (1993)
Televisão:
estações: 24 (mais 31
repetidoras)
aparelhos: 1,5 milhão (1993)
Defesas

Divisões: Marinha, Exército e Aeronáutica, Guarda Fronteira
Fator humano: homens entre 15-49 - 1.474.046; mulheres entre 15-49 - 1.439.569; homens
que prestam serviço militar - 1.206.320; mulheres - 1.173.818; homens que alcançam idade
para servir (18) 50.737 por ano; mulheres que alcançam idade para servir (18)
48.546 (1999) por ano
Cultura 
A literatura e as peças de teatro
em Israel têm sido escritas em hebraico, língua antiga do país que ressurgiu neste
século.
A arqueologia apresenta aspectos interessantes, já que é realizada tanto por
profissionais como por amadores, bem como por turistas ávidos por descobrirem novos
sítios. Este grande interesse vem do fato de Israel ter sido a "terra de
Jesus", onde ele nasceu e pregou seus conhecimentos. O mais importante museu do
país, o Museu de Israel, está instalado em Jerusalém e possui muitas relíquias.
Curiosidades

Jerusalém é considerada a cidade sagrada para os cristãos, mulçumanos e judeus. O
principal santuário cristão é a Igreja do Santo Sepulcro, lugar considerado pelos
crentes o local onde Jesus foi sepultado após ser tirado da cruz.
Israel tornou-se o lar dos
judeus após a 2ª Guerra Mundial. Mais de um milhão de judeus do mundo todo fixaram-se
nesse território a partir de 1948.
Israel é um grande produtor de armas
desenvolvidas, principalmente, para seu próprio arsenal bélico, como metralhadoras Uzi e
mísseis de médio alcance. Tudo para ser usado contra os inimigos árabes. O serviço
militar é obrigatório para todos os cidadãos israelitas. Os homens têm que servir 3
anos e as mulheres solteiras, 2 anos.
Apesar da metade de Israel ser composta de
desertos, o país é auto-suficiente em quase todos os alimentos e também exporta
produtos agrícolas, especialmente frutas cítricas e flores. Os fazendeiros israelitas
usam técnicas de irrigação avançadas e altamente mecanizadas. Muitas fazendas são
Kibbutzim, ou seja, de propriedade de sócios que dividem os trabalhos e os lucros.
Gráficos
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